Titulo: O Temor do Sabio
Autor: Patrick Rothfuss

Ano: 2011
Paginas: 960
Editora: Arqueiro
 Nota: 5/5

Sinopse: Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens. Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos. Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos. Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.
“Anéis invisíveis tinha na outra mão:
Um de sangue em ondulante pendão,
Um de ar, murmurante de tão leve,
E no de gelo, das falhas a mais breve.
Fulgia vagamente o anel de chama
E o derradeiro anel era sem nome.”
Como quem lê minha resenhas já sabe, eu amei o primeiro volume das Cronicas do Matador do Rei e meu amor não foi diferente por esse segundo livro, agora posso dizer que essa é minha serie literária favorita e mal posso esperar para que o terceiro livro saia ♥
Depois de passar por uns mal bocados no primeiro livro a vida de Kvothe finalmente começa a melhorar, porem seu inimigo Ambrose consegue uma amostra de seu sangue e começa a fazer mal feitorias com o garoto e Kvothe entra em uma corrida para conseguir algo para se proteger dos feitiços, nisso ele acaba criando briga com uma de suas melhores amigas, é claro, eles fazem as pazes depois e é possível sentir como os relacionamentos dele se aprofundam durante esse momento de dificuldade.
“Ouvi o que os poetas escrevem sobre as mulheres. Eles fazem rimas, desmancham-se em elogios e mentem. Já vi marinheiros no cais, fitando emudecidos o lento inflar das ondas. Já vi velhos soldados de coração empedernecido lacrimejaram ao contemplar a bandeira de seu rei, desfraldada ao vendo.
Escutem o que eu digo: Esses homens nada sabem do amor.
Você não o encontrará nas palavras de um poeta nem no olhar saudoso de um marinheiro. Se quiser saber do amor, olhe para as mãos de um artista de trupe produzindo sua musica. Ele sabe.”
“Portanto, sim, ele tem suas falhas, mas que importância tem isso, quando se trata de questões do coração? Amamos aquilo que amamos. A razão não entra nisso. Sob muitos aspectos, o amor insensato é o mais verdadeiro. Qualquer um pode amar uma coisa por causa de. É tão fácil quanto por um vintém no bolso. Mas amar algo apesar de, conhecer suas falhas e ama-las também, isso é raro, puro e perfeito.”

“Eu sei – repetiu ela. – você tem uma pedra no coração e há dias em que ela fica tão pesada que não há nada que se possa fazer. Mas você não precisa ficar sozinho por causa disso. Deveria ter me procurado. Eu compreendo.”

No decorrer do livro Kvothe se encontra cada vez mais apaixonado por Denna, mas nem ele mesmo sabe que ela é seu primeiro amor, ou apenas tenta esconder isso de si mesmo, ele procura por ela cada vez que vai para a cidade, passa pelos lugares que ela costuma frequentar e observa tudo atentamente, mas nem sempre ele está lá para ele. Kvothe se muda a serviço do Rei para lhe ajudar em assuntos do coração, lá descobre que Denna havia deixado a cidade a muito tempo, pois lá em terras distantes se encontra com ela, Denna é uma cabeça dura e não escuta os conselhos de seu amigo e eles acabam brigando e se distanciando.
“Senti toda minha persuasão elegante e mal planejada desfazer-se em farrapos a meus pés. e tive a súbita sensação de estar de volta as ruas de Tarbean, com o estomago contraído nun nó apertado de fome, o peito cheio de um desamparo desesperado, enquanto agarrava as mangas de marinheiros e mercadores implorando vinténs, meios-vinténs ou gusas. Implorando qualquer coisa para arranjar algo que comer.”
“Vi Feila virar a cabeça para fita-lo, quase como se estivesse surpresa por vê-lo sentado ali.
Não. foi quase como se, até aquele ponto, ele houvesse apenas ocupado espaço ao redor dela, como uma peça do mobiliário. Mas dessa vez, ao fita-lo, ela o absorveu por inteiro. O cabelo cor de areia, a linha do queixo, a largura dos ombros sob a camisa. Dessa vez, ao olhar, ela realmente o viu.
Deixe-me dizer uma coisa. Testemunhar aquele momento valeu todo o tempo terrível e irritante que fora gasto na pesquisa do Arquivo. Valeu o sangue e o medo da morta vê-la apaixonar-se por ele. Só um pouquinho. Só o primeiro ténue suspiro de amor, tão leve que, provavelmente, nem ela mesma o notou. Não foi dramático como um relâmpago seguido pelo estrondo do trovão. Foi mais parecido com uma pedra riscando o aço e a centelha esmaecendo, quase depressa demais para ser vista. Mas, ainda assim, a gente sabe que ela está ali, nos recônditos, onde não é possível avista-la, como um atiçar de gravetos.”
” – Tudo – Disse ela, e, por um instante, sua voz não foi brincalhona. – Todas as partes ruins da vida. Quem eu sou. É bom poder tirar férias de mim mesma de vez em quando. Você ajuda nisso. É meu porto seguro num mar tempestuoso e interminavel.”
Tentando se desculpar com Denna, Kvothe entra dentro do proprio coração e tenta contar sua historia tragica para ela, mas ele percebe que seus segredos são pesados de mais e a dor não deixa que ele expresse seu maior segredo.
Voltando um pouco no tempo, a amizade do protagonista com Auri aumenta, ela tenta se livrar de suas dores para ajuda-lo e nisso Elodin descobre sobre a relação deles e fica adimirado por Kvothe ter conseguido se aproximar da garota.

” – É a pura verdade. Você é meu vintém brilhante á beira da estrada. Você é mais valiosa que o sal, a lua ou uma longa noite de caminhada. Você é o vinho doce na minha boca, uma canção na minha gargante e riso no meu coração.”

 “Os segredos do coração são diferentes. São privados e dolorosos e não há nada que se deseje mais do que escondê-los do mundo. Eles não inflam nem pressionam a boca. Vivem no coração e quanto mais são guardados, mais pesados se tornam.”
“- Enquanto a lua está cheia, teu riso é precioso, mas fica tu sabendo que há um lado tenebroso. […] – Teme o sensato mortal a noite sem do luar um sinal. […] – Em noite assim, a cada pequeno passo, a escura esteira da lua te aprisiona em seu laço. Para o mundo encantado te sentes atraído, sem querer. […] – E lá, nada te restará senão permanecer. […] – Em terreno tão inexplorado a pisar, que pode um mortal senão se afogar? […] – Faço isso para que não deixes de escutar. O homem sábio teme as noites sem luar.”

Não irei mais me aprofundar na trama do livro por que apartir daqui existem muitos spoiler que podem comprometer a quelidade da leitura, então espero que leiam essa obra eu super recomendo ♥

“Dele era a pousada Marco de Percuso, como dele era também o terceiro silêncio. Era apropriado que assim fosse, pois esse era o maior silêncio dos três, agasalhando os outros em seu interior. Era profundo e amplo, como o fim do outono. Pesado como um pedregulho alisado pelo rio. Era o som paciente da flor colhida pelo homem que espera a morte.”
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Livro – O Temor do Sabio

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