Titulo: Enfeitiçadas / Série: As crônicas das irmãs bruxas / Autora: Jessica Spotswoods / Editora: Arqueiro / Ano: 2014 / Páginas: 272 / Nota: ♥♥♥♥♥

Sinopse: Enfeitiçadas – Antes do alvorecer do século
XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas
terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em
muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história,
para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror.
Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há
poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a
melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos
Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta
proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?
Prepare-se
para se encantar com os jovens pretendentes de Cate, abominar o ódio e a
repulsa que os Irmãos dedicam a meninas e mulheres, e aguardar
ansiosamente pela sequência de As Crônicas das Irmãs Bruxas.
 
“Fecho os olhos. Respiro fundo várias vezes, como a Mãe me ensinou.
Quando me asseguro de que estou calma, apanho o diário. Volto e releio a
última página. É loucura. Talvez a Mãe estivesse delirando quando
escreveu. Mesmo que esteja certa, mesmo que essa profecia exista, deve
haver outras irmãs bruxas. Outras meninas capazes de fazer magia mental
além de mim. E eu não sou assim tão poderosa.”
 
O livro não me prendeu como eu achei que prenderia no inicio, demorou a ganhar ritmo e eu só comecei a ler com gosto mesmo pouco depois da metade. mesmo que a
premissa tenha atiçado minha curiosidade. Em termos de inovação, por se
tratar de uma história sobrenatural com bruxas, profecias, sacrifícios e
opressão da liberdade feminina, não espere encontrar “algo a mais”. Ao
se tratar do triângulo amoroso envolvendo Cate, Paul e Finn, a garota me
surpreendeu por suas escolhas nada sábias, comparada com as irmãs Cate
não é lá muito esperta, mas ela leva muitos créditos por todo seu
esforço, eu realmente esperava conhecer mais sobre Paul. 
 
“Chama-se escola dominical, mas acontece duas vezes por semana: no
domingo, antes do culto, e na noite de quarta-feira. São duas classes
distintas: uma para crianças com menos de 10 anos, na sala de aula no
fim do corredor, para ensinar-lhes orações básicas e as diretrizes das
crenças da Fraternidade; outra para meninas de 11 a 17 anos, para nos
ensinar como somos cruéis.”
 
O livro engata quando no meio do Caos, Cate recebe um bilhete de sua madrinha, que estava
desaparecida, informando sobre um diário da mãe. Sedenta por resposta,
afinal, Cate precisa decidir se vai para a Irmandade ou se irá casar,
ela revira a casa até encontrar o objeto. Para sua surpresa, sabe da
profecia da maneira mais dura. O diário diz pouco, mas deixa Cate alerta
sobre duas mulheres que pode confiar: a madrinha e a dona da livraria. O
que vem a ser um perigo, considerando que mulheres não deveriam pensar.
Mulheres só podiam ser submissas e preparadas para seus maridos ou
Irmandade. 

“ – Submissão – anuncia ele. – Vocês devem se submeter à nossa
liderança. A Fraternidade irá conduzi-las pelo caminho correto e
mantê-las inocentes em relação aos males do mundo. Sabemos que é apenas a
fragilidade feminina que faz com que se desviem. Nós as perdoamos por
isso. – A voz dele é cheia de compaixão paternal, mas seus olhos
demonstram desprezo ao passarem por nós. – Iremos protege-las de sua
própria teimosia e vaidade. Devem se submeter à nossa ordem da mesma
maneira que nos submetemos ao Senhor. Devem pôr seu amor e sua fé em nós
da mesma maneira que colocamos a nossa n’Ele.”

O livro nos joga em um universo machista, as regras só servem para mulheres, bem como as punições.
Consideram as mulheres o mal do mundo, elas só servem de empregadas para
eles e objeto sexual. As mulheres ricas têm um pouco mais de sorte, mas
a pobres que ficam viúvas, nem trabalhar podem. Eu vi o livro como uma critica pesada a sociedade, tanto a antiga quanto a moderna, afinal na maioria das vezes os homens são bem mais favorecidos que as mulheres.
Em considerações finais o livro me surpreendeu, começou fraco e sem sal, não achei que seria muita coisa, mas a historia foi se desamarrando e se abrindo, se tornando uma coisa bonita tal qual a magia das meninas fazendo florescer no outono, recomendo sim, esse livro foi bom parar relaxar e passar o tempo com tranquilidade, a leitura é bem fácil, aproveitem.
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[ Livro ] Enfeitiçadas – As Crônicas das irmãs Bruxas

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