Titulo: Memórias de uma Gueixa / Autor: Arthur Golden / Editora: Arqueira / Ano: 1997 / Páginas: 460 / Nota: ♥♥♥♥♥

Sinopse: É
um romance fascinante, para ser lido de várias maneiras: como um
mergulho na tradicional cultura japonesa, ou um romance sobre a
sexualidade, e ainda, como uma descrição minuciosa da alma de uma mulher
já apresentada por um homem.
Seu relato tem início numa vila
pobre de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos é tirada de
casa e vendida como escrava. Pouco a pouco, vamos acompanhar sua
transformação pelas artes da dança e da música, do vestuário e da
maquilagem; e a educação para detalhes como a maneira de servir saquê
revelando apenas um ponto do lado interno do pulso – armas e mais armas
para as batalhas pela atenção dos homens. Mas a Segunda Guerra Mundial
força o fechamento das casas de gueixas e Sayuri vê-se forçada a se
reinventar em outros termos, em outras paisagens.
“Durante as minhas primeiras semanas na okiya senti uma afeição pouco

razoável pela Mãe – qualquer coisa como a que um peixe pode sentir pelo

pescador que lhe puxa o anzol dos lábios.”

Essa livro é um tapa na cara para quem acredita que Gueixas são prostitutas, como sou muito interessada sobre a cultura do Japão e já havia lido a respeito, não foi surpresa pra mim quando li que elas são consideradas artistas Elas aprendem a dançar, tocar instrumentos e a servir chá e são
requisitadas para entreter em festas e casas de chá. Mas só costumam
manter relações sexuais com seus dannas, que é uma espécie de amante e
provedor. Esse danna muitas vezes é casado e certamente é um homem rico. As gueixas são dotadas de muitos talentos, podendo se especializar em algum deles ao longo da vida, é um trabalho árduo e por vezes ingrato, vamos mergulhar nesse mundo maravilhoso e cheio de segredos?

“A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos tão desamparados diante
dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio
capricho. O aposento fica frio, e nada podemos fazer senão tremer. Mas
abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia no espantamos porque ela
se foi.”
Eu já havia visto o filme (que é muito fiel por sinal) e amei a historia, o livro esteve esgotado por muito tempo e fiquei muito feliz quando descobri que a Arqueiro iria fazer uma reedição dessa obra de arte. Ele é narrado de forma bem poética e nos faz sempre querer saber o que o futuro reserva para Sayuri, ela vai se tornar gueixa? bom isso é um spoiler da capa do livro, mas como ela vai sair do status de escrava? ai já é uma outra história.
“-Nem eu nem você sabemos qual é o seu destino. E talvez você nunca
saiba! O destino não é sempre como uma festa no fim da tarde. Às vezes é
apenas lutar na vida, dia após dia.”
O livro é sensível, doloroso e profundo, tive que conter minhas lagrimas ao longos dos capítulos finais, a crença de que gueixas são prostitutas vem da segunda guerra mundial (mesma época narrada no livro) onde as gueixas tinham de se vender para poder se sustentar no meio da miséria que assolava o japão. Vemos o mundo de sofrimento até muitas vezes embelezado pelos olhos de Sayuri que são incomuns, cinzentos, não como o de outras japonesas e isso faz com que ela se destaque no meio em que trabalha.

“Como é curioso o que o futuro nos reserva. Tome cuidado, Sayuri, para nunca esperar demais.”
Eu poderia passar a noite inteira escrevendo sobre esse livro e por dias, pois quando eu gosto muito de algo é isso mesmo que acontece eu não consigo calar a boca, mas se eu continuar vou acabar dando spoilers e isso poderia estragar a leitura de vezes, então, sério, leiam logo, vão na livraria, peguem o livro e se deliciem com as primeiras páginas, elas vão convencer vocês a levarem o livro para casa, no mais boa leitura. ♥

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15 Comments

[ Livro ] Memórias de uma Gueixa – Arthur Golden

  1. Eu amo esse livro, já reli umas três vezes e é um dos meus favoritos. Há alguns anos porém descobri que ele tem críticas muito negativas no Japão que muitas gueixas criticam o autor e dizem que passa uma imagem deturpada. Parece que inclusive tem livros que são uma espécie de resposta a ele.

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