Sinopse: Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro
aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do
mundo.
Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas
emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma
transformação.
A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular:
Eles estão aqui.
O
menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu
Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora
logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para
ele…
Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.
“O rosto vem em sua direção; está tão perto que ela sente a respiração
do menino nas bochechas. Tenta se concentrar nos olhos dele. Será que
eles estão…? De jeito nenhum. É só a má iluminação. Eles estão brancos,
totalmente brancos, sem pupilas, ah, Jesus me ajude. Um grito cresce em
seu peito, aloja-se na garganta, ela não consegue colocá-lo para fora,
vai sufocá-la. O rosto se vira bruscamente para o outro lado. Seus
pulmões estão pesados, líquidos. Agora dói respirar.”
Logo que iniciei o livro, me vi nun mar de confusão, até perceber como seria feita a narrativa. As páginas trazem uma coletânea de depoimentos e, em alguns trechos,
documentos ou “gravações”. Através deles, o leitor passa a conhecer a história a partir de diversos pontos de vista, o que abre um mundo de interpretações, não tive dificuldade em pegar o ritmo porque já estava acostumada a leitura de Game of Thrones, que é parecido por ter sempre um POV diferente. E assim como em GoT em
momento algum é dito que as páginas trazem a verdade absoluta, o tempo inteiro sabemos que são apenas pontos de vista. Então, como saber a verdade? Aguardando invasão alienígena, o fim
do mundo ou algum outro fenômeno estranho?

Existem no livro alguns pontos necessários, porém, exaustivos pela maneira como foram
contados. A trama traz mais pregação religiosa que informações sobre as
três crianças protagonistas. E que crianças!
“Nada pode se comparar com o que vimos naquele dia.”
Sou suspeita para dizer, pois adoro livros de suspense e terror. É um livro muito cansativo, daqueles que exige toda sua
concentração para ler, mas melhor depois que você pega o ritmo e quando está pertinho de acabar, fica mais intenso e prende de verdade. Os Três termina deixando o mistério em aberto, e deixa aquele toque
interessante e diferente, de como seria a sensação provocada no leitor,
aquela
mesma dúvida que pairaria no resto do mundo caso a história fosse
verdadeira.
“Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas
mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora.
Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o
menino, não é para ele…”

Concluindo, foi um bom livro se tratando de conteúdo, mas não tão bom na “aplicação”talvez se fosse mais curto não teria sido tão cansativo e sim mais prazeroso, minhas partes favoritas foram as relacionadas a criança Hiro, já que se passavam no Japão, achei elas particularmente bem ambientadas e os personagens mais cativantes, aparentemente haverá uma continuação chamada “O quarto dia” em breve vou ler e resenhar esse também para vocês.
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2 Comments

[ Livro ] Os Três – Sarah Lotz

  1. Oi Cecil!
    Como dizer que fiquei e não fiquei curioso a respeito desse livro, eu acho que vou ar um pulo na Saraiva daqui do shops e dar uma olhada nele com "minhas mãos" pra poder dar uma olhada nele, na sinopse e ter certeza se compro.
    bjos LP
    quatroselos.blogspot.com

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