Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha
sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está
para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica,
ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais
chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor,
ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma
vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra
dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de
sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de
partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os
conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação,
Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe
egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela
estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O
Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia
egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e
reviravoltas assombrosas.
“Tirei da bolsa o escaravelho do coração que Amon me deixara e o
esfreguei com a ponta dos dedos. A pedra verde brilhou com a luz
refletida do meu abajur. Estava quente e havia uma pulsação leve, como a
batida fraca de um coração, emanando do interior da pedra.” 

O Coração da Esfinge começa imediatamente após o primeiro livro, sendo assim, Lily ainda está sofrendo a perda de Amon, acompanhamos Lily atormentada pelos
horrores que habitam em seus sonhos com Amon.
 “- Não transporto gente viva, mocinha. – Seu halito forte envolveu meu
rosto, mas, apesar de me sentir ligeiramente nauseada, eu não iria
recuar.
– Desta vez, vai – respondi com o máximo de confiança que me era possível.”
Logo no começo do livro, teremos uma participação maior dos deuses, como
Anúbis, Ísis, Maat e Amon-Rá. Lily tem a missão de
resgatar Amon do submundo, onde ele está sofrendo e, se morrer,
possibilitará que Seth saia de sua jaula e destrua o universo. Nesse
ponto, a história conduz o leitor a entender a personalidade de cada
deus, como foram criados, porque Seth quer destruir o universo e tudo
mais. A personagem também passará por um ritual que vai transformar ela
em algo sobre-humano, e com isso, ela poderá ter mais chances de sucesso
em sua missão. Eu diria que essa introdução do livro, que vai até
aproximadamente a metade, é a parte mais bem construída.
“Corri, saltando por cima dos chacais e passando por baixo de armas que
golpeavam no ar. Um fogo ardia dentro de mim. E então o tempo
desacelerou. O cutelo continuava em seu arco descendente, mas se movia
em câmera lenta. Num momento eu estava correndo, no outro havia parado
por completo. Uma cacofonia de vozes encheu minha mente. Gritavam.
Rugiam. Imploravam. Então, como engrenagens se encaixando, senti um
estalo.”

O problema desse livro é o mesmo dos outros da autora, o clichê do triangulo amoroso, no primeiro livro eu me apaixonei pelo foco na aventura e no casal se descobrindo, mas nesse segundo, começou aquela “avacalhação” posso até ser chata por odiar triangulo, mas enfim, se vocês não se importam com esse tipo de romance isso não deve ser um problema.

“Não sou mais. Você não é mais. Renascemos. Somos esfinge.”
Não entendo a necessidade de Houck fazer todo cara se sentir atraído por
suas personagens. E mesmo que haja um motivo para isso, Lily ainda assim poderia ter evitado certas coisas que aconteceram, mas ela simplesmente
se deixa levar e chega ao ponto de já não pensar mais em Amon e no
sofrimento dele (coisa que me irritou tanto que quase abandonei a leitura).
E por falar em Amon, o coitado quase não apareceu no livro, quando finalmente achei que ele teria mais participação, “pfff” o livro acabou, por outro lado tivemos inserção de novos personagens e um desenvolvimento maior dos outros já conhecidos do livro anterior.
“As estrelas são instáveis demais quando se trata de revelar segredos, até mesmo para os deuses.”
A saga dos Deuses do Egito têm tudo para ser uma ótima historia, só falta a autora amadurece rum pouco e largar mão dos clichês que “fazem sucesso”, a narrativa é ótima, têm bons personagens, têm um plot muito bem construido e justificado, o único problema é o excesso de apelo romântico, vamos torcer para isso melhorar nos próximos livros, pois eu quero muito saber o que vai acontecer a seguir nessa historia.
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[ Livro ] O Coração da Esfinge – Colleen Houck

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