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Um post sobre se aceitar e se amar

Amar próprio é algo fundamental para a vida, não só para manter uma boa autoestima, mas também para ter relacionamentos de qualidade. É necessário se amar primeiro para poder amar outras pessoas. Antes de cuidar e dar amor a outra pessoa, é importante que estejamos bem, valorizando e amando a nós mesmos, em primeiro lugar, para oferecermos o melhor que temos ao próximo.

Não é fácil

Acreditar no próprio valor, se ver como alguém especial e sentir que merece alegrias e vitórias, não é tão simples. São coisas boas, né? Por que você não seria digno de tudo isso? Mas as pessoas não têm o costume de estimar a si mesmas.

Quando aprendemos a nos amar, coisas maravilhosas acontecem. Aquela característica “negativa” que temos passa a ser olhada de maneira diferente, não mais com raiva e vergonha e sim com carinho e afeto.

O primeiro passo para entender o conceito de amor-próprio é ter em mente que este é um sentimento que, apesar de estar amplamente associado à autoestima, não costuma ser adquirido em uma tarde no salão de beleza ou comprando roupas novas.

O Primeiro amor é o amor próprio

O amor-próprio independe de aparência, de beleza, e tem muito mais a ver com o modo como nos sentimos internamente em relação a nós mesmos e com a maneira como nos posicionamos perante o mundo.

O amor-próprio vem do amadurecimento e do autoconhecimento, que nos permitem identificar nossas forças e fraquezas, e aprender a lidar com elas. Ter amor-próprio é entender que nossos defeitos não nos inferiorizam. Todos temos falhas e estamos, a cada dia, fazendo o nosso melhor para crescer e evoluir.

Quando amamos alguém, temos a tendência de cuidar dessa pessoa, de querer o seu bem, protegê-la, fazer coisas para agradá-la, e assim por diante. No caso do amor próprio nós sentimos a mesma coisa, porém é por nós mesmos. Dessa forma, nossas ações são voltadas para o nosso bem-estar, nossa felicidade, nossa satisfação.

Muitos ainda confundem amor próprio com egoísmo, o que é totalmente diferente. O egoísmo é um sentimento que faz com que você faça qualquer coisa para se beneficiar, independente se irá ferir ou prejudicar outro ser humano.

Sucesso é um estado mental

Praticar amor-próprio é entender que você é a pessoa mais importante da sua vida e assumir a responsabilidade pelo que acontece nela, sem culpar os outros e adquirindo cada vez mais autonomia. É algo que permite entender que a nossa felicidade está nas nossas próprias mãos e que, sendo seu bem mais precioso, não pode ser submetida ao controle dos outros.

O amor-próprio nos faz abrir mão de tudo aquilo que não nos faz bem e que não nos ajuda a crescer. Ao mostrar que somos suficientes, paramos de mendigar amor e acabamos com a carência excessiva.

O amor-próprio nos faz filtrar aquilo que não é do bem, descartar o que não soma e não aceitar menos do que merecemos. Praticar amor-próprio é praticar o autoconhecimento: nos ensina a aprender a lidar com nossas emoções nos momentos difíceis e saber como levantar o humor mesmo nos piores dias.

Quem se ama fica mais resistente a críticas que não são construtivas e aprende a amar mais os outros. Praticar o amor-próprio é adquirir autoconfiança e autoconhecimento, sabendo desapegar com mais facilidade de tudo que já não faz mais parte da nossa vida.

De um tempo pra cá, a mídia resolveu também abraçar esse discurso do “se amar e se aceitar”. Mas a gente também percebe que no pouca coisa realmente mudou. Aquela revista voltada para o público feminino faz uma edição especial sobre autoestima, coloca todos os tipos de beleza em uma edição, mas na próxima, surpresa! Você continua vendo o  mesmo tipo de padrão de beleza nas edições seguintes.

A capacidade de superação é definida pelo amor-próprio!

Me identificar como mulher negra, foi um processo demorado para mim, eu sempre me considerei “morena”, ou seja, uma versão mais clara de negra e consequentemente “melhor” por causa disso, sim, eu tinha preconceito com minha própria cor, ainda bem que a gente cresce né?

Eu via na televisão, nas revistas, no cinema, em todo lugar, mulheres brancas sendo enaltecidas como definição de beleza, isso é cruel para uma criança, eu queria ser como elas durante toda a minha infância, eu não me aceitava de forma alguma, passava produtos para clarear os pelos do corpo, na esperança de que isso me fizesse menos negra, não ia mais a praia e evitava a todo custo tomar sol.

Se eu soubesse que seria possível clarear minha pele com qualquer produto tipo agua oxigenada, eu teria tentando.

Ainda bem que não fiz.

Com o tempo e o passar da adolescência, eu passei a me aceitar, não me amava ainda, mas não achava mais tão ruim ter essa cor, ter um relacionamento abusivo naquela época também não foi de grande ajuda nesse ponto, mas as coisas mudam.

De uns anos pra cá, eu realmente aprendi a me amar, seja minha cor, minhas estrias, ou os dentes tortos que antes não me deixavam sorrir, eu passei a amar cada pedacinho de mim, até aqueles que os outros julgam defeituosos, não foi nada fácil e ainda não é, mas me fez maravilhas.

Mas no fundo, o que eu quero realmente dizer é que:

Você pode ter vontade de emagrecer, engordar, fazer uma cirurgia ou chapinha. Mas você tem que entender, que isso é algo que te deixa legal, mas não deve ser algo do qual sua felicidade dependa. Se amar é algo que vem de dentro pra fora, esteja você de cabelo liso ou cacheado.

Sua autoestima, seu amor próprio, é um exercício interno diário, não existe alguém feliz consigo o tempo inteiro, é por isso que devemos nos esforçar. Você vai ter dias bons e ruins, não será uma caminhada fácil, mas não desista, você só tem a ganhar.

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