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[Game] Horizon Zero Dawn – Um dos melhores exclusivos do PS4

Horizon Zero Dawn é um jogo RPG de ação desenvolvido pela Guerrilla Games exclusivamente para o PlayStation 4.

Harizon zero dawn resenha
Horizon Zero Dawn conquistou meu coração desde os primeiros minutos de jogo.

Mundo pré-histórico tecnológico?

Horizon Zero Dawn acontece mil anos no futuro em um mundo pós-apocalíptico onde criaturas mecanizadas colossais dominaram o mundo, e vagam em uma paisagem fora do controle da humanidade.

O jogador controla Aloy, uma caçadora que utiliza sua velocidade, esperteza e agilidade para permanecer viva e proteger sua tribo contra a força, o tamanho e o poder bruto das máquinas.

A grande sacada de Horizon foi misturar, bem aqui no planeta Terra, lanças e bastões pré-históricos com máquinas de guerra sofisticadas num lugar que está só mil anos à frente do nosso.

Ao longo do tempo, a evolução humana regrediu até uma sociedade tribal de caçadores e coletores que sobrevive dentro das florestas, cordilheiras e ruínas atmosféricas de uma civilização antiga – enquanto as máquinas selvagens se tornaram cada vez mais poderosas e agressivas.

E o melhor desse universo é buscar respostas. A sede e a curiosidade por saber mais faz com que o jogo seja capaz de segurar sua atenção até o final numa boa, nas cerca de 35 horas das missões principais (eu terminei com pouco mais de 90 horas);

Um protagonista surpreendente

Aloy é uma heroína que mistura o uso de razão e raciocínio lógico com emoção e instinto. Sua origem é tão misteriosa quanto as máquinas vivas que dominam a Terra devastada, mil anos à frente da nossa, quando a tecnologia e o conhecimento humano entraram em confronto.

Mas a natureza respondeu à altura e reinou nesse conflito, em que parafernálias metálicas de última geração coexistem com o verde dominante, aldeias e tribos pré-históricas.

Aloy nasceu em uma das tribos humanas, os Nora, que idolatram a natureza como a “Mãe-de-Todos”, mas foi banida assim que veio ao mundo. Órfã, ela acaba adotada por outro banido, Rost. Quando criança, Aloy cai acidentalmente nas ruínas de uma base subterrânea dos antigos e encontra um Foco, aparelho que lhe permite escanear objetos e criaturas para obter informações.

Querendo descobrir quem foi sua mãe, Aloy passa os próximos anos de sua vida treinando intensamente para participar de um ritual de aprovação dos Nora cujo vencedor não só se livra do banimento, como ainda ganha o direito de fazer qualquer pergunta às matriarcas da tribo.

Na véspera do torneio, Aloy descobre um visitante, Olin, que também tem um Foco, mas ele reluta em explicar onde o encontrou. Depois, Aloy se torna campeã do torneio, mas os Nora são atacados por dissidentes dos Carja, uma tribo que idolatra o Sol.

Rost surge e se sacrifica para salvar Aloy, que é resgatada pela matriarca Teersa, a única que nunca a destratou por ser banida. Após acordar, Aloy examina um Foco que pegou de um Carja e descobre que Olin a espionou para eles com seu aparelho.

Ela visualiza também uma mulher “antiga” muito parecida com ela. Teersa revela que Aloy foi encontrada ainda bebê dentro da montanha que os Nora acreditam ser o ventre da Mãe-de-Todos – na verdade, é apenas uma base dos antigos – e que, embora ela tenha visto isso como uma dádiva da deusa, as demais matriarcas interpretaram como uma maldição e a baniram imediatamente.

Aloy se aproxima do local onde foi encontrada e tenta abrir uma porta que ninguém jamais conseguiu abrir, em vão.

Buscando respostas para sua origem e vingança pelo ataque à sua tribo, Aloy é declarada Emissária pelas matriarcas e parte para Meridian, capital dos Carja. Lá, descobre que Olin foi coagido a cooperar com os assassinos – membros de uma organização denominada Eclipse que servem a uma divindade conhecida como HADES – e que a semelhança de Aloy com a mulher vista nas imagens é o motivo pelo qual ela virou um alvo.

Um homem chamado Sylus começa a se comunicar com Aloy por seu Foco e guia a protagonista por uma jornada na qual eles descobrem a origem das máquinas e o que levou os antigos ao seu fim. Em meados do século XXI, robôs de combate criados pela empresa Faro sofreram uma falha de programação que os deixou hostis.

Multiplicando-se rapidamente e consumindo biomassa como combustível, eles logo deixaram a vida na Terra à beira da extinção. A mulher parecida com Aloy, Elisabet Sobeck, era uma gênia da robótica que trabalhava para a Faro até esta começar a fazer máquinas de guerra.

Quando a falha foi detectada, ela foi chamada pelo dono da empresa, Ted, para pensar em uma solução, mas concluiu que o processo era irreversível e que a vida na Terra extinguir-se-ia em menos de dois anos. Como alternativa, contudo, ela bolou o Projeto Zero Dawn, que criaria uma forma ultra-avançada de inteligência artificial denominada GAIA.

GAIA seria capaz de projetar e produzir máquinas por conta própria para restaurar as condições de vida no planeta, recodificar as máquinas hostis para que adormecessem e garantir a sobrevivência de clones humanos que repovoariam o planeta.

Eventualmente, Elisabet se sacrifica para garantir a continuidade do projeto quando uma escotilha defeituosa no QG do projeto requer que alguém a lacre manualmente pelo lado de fora (e fique impedido de entrar de novo) antes que as máquinas detectem as instalações.

GAIA tinha vários subsistemas, incluindo APOLLO, que catalogava todo o conhecimento humano acumulado até então para que os clones não cometessem os mesmos erros de seus antepassados. Contudo, Ted acreditou que tal conhecimento seria prejudicial aos clones e decide, unilateralmente, deletar tudo e assassinar toda a equipe após a morte de Elisabet, revelando por que os novos humanos vivem como na pré-história.

Aloy descobre também que HADES é outro dos subsistemas de GAIA e que tinha como função promover uma extinção controlada caso as condições de vida no planeta não se mostrassem propícias para a sobrevivência humana e o processo tivesse de começar de novo. Ela também obtém a chave para abrir a porta dentro da Mãe de Todos.

Lá dentro, ela descobre uma instalação onde os clones humanos responsáveis por repovoar a terra foram educados por robôs e hologramas até serem soltos na natureza. Aloy visualiza uma mensagem urgente de GAIA na qual ela avisa que foi corrompida por um código malicioso que tornou HADES autoconsciente e que a entidade tentaria reverter os processos de terraformação e eliminar todos os humanos.

Numa última tentativa de garantir a recuperação da Terra, GAIA provocou uma sobrecarga em seu reator principal que objetivava destruir HADES e ela mesma, mas a entidade conseguiu escapar. Antes de se autodestruir, GAIA gerou um clone de Elisabet – Aloy – na esperança de que ela crescesse e, com o DNA de Elisabet, pudesse entrar nas instalações Zero Dawn, recuperar GAIA e reiniciar o sistema.

Aloy obtém de Sylus um equipamento para purgar HADES e retorna para Meridian onde uma grande batalha contra os Eclipse e máquinas controladas por eles acontece. As forças inimigas são derrotadas e HADES é encerrado. Depois, Aloy localiza o cadáver de Elisabet e ouve sua última conversa com GAIA. Numa cena pós-créditos, é revelado que HADES ainda está ativo, mas aprisionado por Sylus, que pretende interrogá-lo para saber quem enviou o código que o tornou autoconsciente.

A beleza das maquinas e da natureza

Ao correr para completar missões, pode ser fácil esquecer que o Horizon oferece beleza em todas as paisagens. Aproveitar o tempo para parar e pegar a vista nunca deixa de decepcionar. A vegetação exuberante que Aloy, nossa heroína flamejante, se aproxima para caçar máquinas animais, o deserto sol-beijado que chicoteia tempestades de areia enquanto ela monta pelas montanhas ou as árvores cobertas de neve – cada quadro é uma pintura sem nenhum detalhe poupado .

Mundos abertos têm sido uma receita de bolo para muita gente se afunilar nesse estilo de jogo. Ou simplesmente uma desculpa para transportar o jogador a um lugar onde ele faz o que quiser e quando bem entender, igual a um parque de diversões. A ideia de liberdade reina absoluta em nosso imaginário e sempre fez parte de nossos sonhos.

Os detalhes da neve caindo, a chuva intermitente, a escuridão e a luz se mesclam com robôs que dezenas de vezes maior do que a personagem principal com pontos fracos levemente coloridos para serem acertados. As máquinas também são muito coloridas e com design ousado.

Elas de fato se locomovem de maneira similar a dinossauros e animais jurássicos, assim como a herói Aloy entra no universo de um planeta Terra retomado por tribos indígenas.

O que temos aqui, basicamente, é um enorme passeio pela natureza de seres robóticos que parecem dinossauros e outros animais em forma de máquina, cada uma com suas próprias particularidades dentro de um ecossistema que coloca as criaturas em confronto com os humanos.

Uma jornada de exploração com toques de RPG

Ao longo de sua jornada, Aloy pode usar um amplo leque de armas que são, ao mesmo tempo, pré-históricas e tecnológicas. Esse paradoxo é o principal chamariz de Horizon: Zero Dawn o tempo inteiro. Você pode criar flechas de fogo, usar estilingues que lançam bolas explosivas, posicionar cabos que funcionam como labirintos e outras opções que se encaixam muito bem nas situações que se apresentam nas missões.

As missões secundárias da jornada de Aloy trazem conteúdo em forma de história, mas nem todas são tão espetaculares – eventualmente a coisa acaba caindo no “leva e traz”, e a protagonista, de vez em quando, vira uma espécie de mensageira

A historia nos detalhes: Alguns objetos contam histórias de vidas passadas através de áudios e isso te dá pistas para tentar entender o que aconteceu.

Horizon: Zero Dawn é a melhor resposta que os fãs poderiam ter após tanto tempo de espera. Em uma indústria movida pelo hype, ter um produto que corresponda às expectativas pode ser raro. A Guerrilla não só entregou um jogo lotado de combinações e inspirações de ideias existentes; ela ofereceu um olhar inédito a um gênero que está um pouco saturado no mercado.

Guerilla colocou tanto o pensamento em suas missões secundárias como as principais missões, o que significa que eu quero colecionar cada uma delas e mantê-las na minha lista de tarefas, marcando o máximo possível antes de passar para a próxima missão principal da campanha. 

Outros pontos notáveis

Integralmente, Horizon não é o que podemos chamar de “game feminista”, mas ele traz aspectos de protagonismo de mulheres muito importante para toda a indústria de jogos. Aloy é parte de uma tribo chamado Nora, que á matriarcal e venera “A Deusa”, mas é criada por um exilado chamado Rost.
O jogador é imediatamente atirado nos questionamentos da heroína: Quem são seus pais? Por que ela foi banida da tribo? As perguntas são a chave para entender o universo ao redor.

Sem dar maiores spoilers, os aspectos feministas de Aloy mostram o papel das mulheres naquela sociedade e o game também abordar como a dominação ambiciosa dos homens provocaram danos graves ao planeta.

Num tom ecológico, o jogo traz mensagens muito atuais. Especialmente se você considerar a onda de xenofobia e preconceito no mundo.

Parte desse questionamento é olhar com indagação para a vida robótica que coexiste ao lado dos humanos. Animais como os conhecemos – javalis, coelhos, raposas – existem no mundo de Zero Dawn, mas o que há de realmente peculiar são os robôs.

Com aparência similar a de outras espécies, essas bestas tecnológicas são agressivas e representam uma ameaça para as pessoas, mas ninguém nessa sociedade parece objetivamente se perguntar de onde tais seres vêm, como nunca acabam etc.

Os Nora, por exemplo, consideram um tabu investigar as ruínas dos “antigos” – bases esquecidas ou construções que muitas vezes se assemelham a qualquer arranha-céu de nosso dia a dia – aceitando explicações para os robôs através de religiosidade e histórias passadas de geração em geração. Aloy, obviamente, é uma exceção a essa regra.

E ai, gostou da resenha Horizon zero dawn? Deixe sues comentários!

 

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