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Últimos 4 Filmes: Assassin’s Creed, Logan e Outros

Assassin’s Creed

Em 2016, Callum é condenado à morte por assassinato, mas é resgatado da execução pela Fundação Abstergo, que falsifica sua morte, e o transportam para suas instalações em Madri, na Espanha. Foi-lhe dito que os Templários estão à procura da Maçã do Éden, que contém o código genético do livre arbítrio, a fim de subjugar a raça humana. Sophia, a filha de Alan e a cientista principal, revela que Callum é um descendente de Aguilar e o recruta para o Animus, uma máquina que lhe permitirá reviver as memórias genéticas de Aguilar para que a Abstergo possa saber o paradeiro atual da Maçã.

Em cativeiro, Callum faz amizade com outros descendentes de Assassinos, liderados por Moussa, descendente de um assassino haitiano do século XVIII chamado Baptiste, e começa a experimentar alucinações, apelidado de “Efeito Sangria”, de Aguilar e Joseph. Callum e Sophia constroem um suporte sobre suas regressões; E confessam a Callum que sua mãe também foi assassinada por um Assassino.

Se, por um lado, Assassin’s Creed, o filme, pode desagradar aos fãs mais “puristas” do game, por outro, tem potencial para ser encarado como uma boa produção “de origem” para o público não habituado aos consoles. Capitaneado por Michael Fassbender, que, além de protagonizar, atua também como produtor, o longa é recheado de fan service, ao mesmo tempo em que até melhora alguns elementos da narrativa original. Mesmo que termine devendo algumas explicações mais convincentes.

Apesar do roteiro errar nas explicações exageradas sobre templários e a Maçã, na hora de apresentar os assassinos e construir a personalidade deles tudo se encaixa. O diretor elimina quase todas as falas e deixa a imagem montar o caráter de cada um dos personagens. Com tomadas aéreas belíssimas, Kurzel monta um ambiente com cara de sonho, com quadros embaçados e movimentos rápidos. As lutas, que têm um ritmo lento mas que valorizam os golpes, lembram os games e impressionam pela brutalidade sem violência – os socos são pesados, as quedas são tensas, mas sem muito sangue.

Assassin’s Creed é um bom filme, independente se é uma adaptação ou não. Justin Kurzel e Michael Fassbender encontraram o equilíbrio entre reverência e liberdade à série, o que faz os personagens e o ambiente ter vida própria. Não existe fan service desnecessário ou frases sem sentido para criar identificação. O traço visual dado pelo diretor é digno da grandeza da franquia da Ubisoft e torna a experiência tão boa quanto a de alguns jogos. Finalmente os fãs de games têm algo para se orgulhar.

Logan

Em 2029, os mutantes estão à beira da extinção, com nenhum novo mutante tendo nascido em 25 anos. James “Logan” Howlett, antigamente conhecido como Wolverine, envelheceu bastante agora que o adamantium fundido a seus ossos está envenenando-o e impedindo seu fator de cura de funcionar, deixando seu corpo crescer progressivamente mais fraco a medida que envelhece. Ele passa seus dias trabalhando como um chofer para comprar medicamentos prescritos no Texas. Ele e o mutante albino Caliban vivem em uma fábrica de fundição abandonada na fronteira do México, onde cuidam do Professor Charles Xavier, que sofre de uma doença neurodegenerativa que constantemente o faz perder o controle de suas habilidades telepáticas, causando um efeito devastador. Certo dia, Logan é abordado por Gabriela, uma enfermeira da corporação biotecnológica Alkali-Transigen, que pede-lhe para escoltá-la junto com uma menina de 11 anos de idade, Laura, até um lugar em Dakota do Norte chamado “Éden”.

O Espaço entre nós

A aventura interplanetária ‘O Espaço Entre Nós‘ conta a história de Gardner Elliot (Butterfield), um menino curioso e altamente inteligente, nascido e criado em Marte. Sua mãe descobriu a gravidez após decolar no ônibus espacial que carregava a missão de colonizar o planeta vermelho, e morreu por complicações no parto sem nunca ter revelado o nome do pai.

Convivendo com apenas 14 pessoas nos primeiros 16 anos de vida, o jovem astronauta recebeu uma educação restrita e pouco convencional, que alimentou uma enorme vontade de conhecer o seu pai biológico. Mas com a ajuda de Tulsa, uma garota do Colorado, USA, que se torna uma grande amiga virtual, Gardner consegue criar forças para descobrir a qual lugar do universo pertence.

Quando finalmente tem a chance de viajar para a Terra e conhecer sobre tudo o que leu enquanto esteve no espaço, Gardner descobre que seus órgãos não resistem à atmosfera do planeta. Ansioso para encontrar seu pai, o garoto escapa da equipe de cientistas que o cuidaram desde o nascimento e junto com Tulsa embarca em uma inesquecível corrida contra o tempo.

Assassinato no expresso do Oriente

Assassinato no Expresso do Oriente adapta mais uma vez o clássico romance de Agatha Christie. Tentando passar um período de férias após muito trabalho, Hercule Poirot se vê envolvido em mais um mistério quando um passageiro do trem que ele estava é assassinado. Com poucas pistas ao seu dispor, o detetive precisa encontrar o culpado — o que não será tarefa fácil, já que ali todos são suspeitos.

O excêntrico Hercule Poirot (Branagh) enxerga a vida como um padrão de certo e errado, e usa essa percepção para desvendar crimes. Para chegar ao culpado, ele precisa apenas olhar com calma para esse cenário preto e branco e descobrir o que não combina. Tentando tirar férias, o detetive se envolve em um novo caso e precisa pegar o Expresso do Oriente para chegar ao local da investigação. É quando o filme apresenta cuidadosamente o elenco, que conta com nomes de peso como Michelle Pfeiffer, Josh Gad, Judi Dench, Johnny Depp, entre outros. Branagh mostra que entende cada personagem. Em poucas cenas, o suficiente é apresentado para que a trama se torne interessante.

Com o desenrolar da investigação, novos detalhes aparecem e revelam, é claro, que há uma história maior por trás do que ocorreu naquele trem. Mas o filme acerta ao não jogar informações demais ou de menos: tudo é calculado para que o público se sinta dentro da história e complete as lacunas até o final. E tudo isso é mostrado com um belo visual de cenas externas, um design de produção caprichado e ângulos de câmera muito bem planejados por Branagh. Ora com um plano sem cortes, ora com uma câmera que mostra os personagens de cima, o diretor brinca com as possibilidades e coloca o espectador em locais improváveis. Em alguns momentos, você sente que não deveria estar ali espiando os acontecimentos, ao mesmo tempo em que aprecia a perspectiva inesperada.

Da visão fechada de Poirot sobre “certo” e “errado”, o filme desenvolve o seu questionamento da realidade. Quando entende o cerne do mistério que tem em mãos, as convicções do detetive são colocadas em xeque e, de repente, também começamos a pensar sobre as nossas. Será que algo pode justificar um assassinato? Um ato ruim compensa outro? O que você faria se estivesse na mesma posição?

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