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[Dorama] Scarlet Heart: Ryeo

Um eclipse solar total lança uma mulher de 25 anos do século XXI diretamente para o século X, em plena Dinastia Goryeo. Não como uma mulher de 25 anos, traída pela melhor amiga e pelo namorado e desencantada pela vida, mas como uma garota mais jovem e pertencente a uma família bem relacionada com a família real.

E, entenda bem relacionada como pertencente ao círculo de convivência diária dos residentes palacianos, que envolve a quantia pequena de oito príncipes e boa parte deles não demoram a cair de amores pela protagonista. Você pode estar pensando que em sua vida passada ela provavelmente deve ter salvado um reino para ser abençoada com tantos belos príncipes encantados por ela.

Ah, a história emocionante, a tensão, as brigas políticas, a produção, o figurino e cenários excepcionais, o elenco belo e talentoso, o protagonista cativante, a trilha sonora pra ficar ouvindo pra sempre… ❤️❤️

Mas, Scarlet Heart Ryeo é mais do que isso. É claro que o romance está presente em boa parte da trama, mas, por ser essencialmente um drama histórico, há muitas intrigas palacianas, conspirações políticas, traições e dramas familiares.

Há cenas fofas e cenas engraçadas, mas não se deixem enganar por elas, há também muitos embates, muita injustiça e sangue aos borbotões. E, ainda que desde o início alguns personagens já despontem como vilões, é ao longo da trama que muitos deles vão sendo construídos (ou desconstruídos), então preparem-se para eventualmente se decepcionar e ficar com muita raiva de uns e outros.

Apesar disso, e talvez justamente por isso, o dorama te pega de jeito e é impossível não querer ver um capítulo atrás do outro.

O roteiro tem um bom equilíbrio entre as cenas de tensão, bom humor e romance. O desenvolvimento da história é um pouco rápido, já que tem muita coisa pra acontecer em apenas 20 episódios. Para mim, o único deslize do drama foi esse.

Há muitas passagens de tempo no decorrer da história, talvez se tivesse pelo menos um pouco mais de episódios, poderiam correr menos com alguns fatos.

Os cenários eram de babar, de verdade. Quando era fora do palácio e envolvia muita natureza, era tudo tão lindo. O lago com as árvores floridas, as cenas na neve, as paisagens maravilhosas. E quando a cena acontecia dentro do palácio o lugar era decorado da melhor forma possível, o designer de interiores fez um excelente trabalho porque era cada vaso, cada flor, os móveis todos perfeitamente combinando, os objetos tão detalhados. Tudo muito, muito bem feito!

Em cenas de luta e ação a produção continuou perfeita, e essas são as que mais me chamam atenção em dramas de época, gosto de detalhes, gosto de muita luta de espada sim, muito sangue sim e muita violência sim.

Na família imperial é preciso frisar que o Imperador Taejo (Jo Min Gi) teve inúmeras consortes, mas apenas duas tiveram papel efetivo na trama do dorama. A Imperatriz Yoo (Park Ji Young) que é mãe do 3° Príncipe Wang Yo, do 4° Príncipe Wang So e do 14° Príncipe Wang Jung;

E a Imperatriz Hwangbo (Jung Kyung Soon), mãe do 8° Príncipe Wang Wook e da Princesa Hwangbo Yeon-Hwa. A Imperatriz Yoo especificamente é aquela que já se delineia como vilã desde o princípio e termina o drama como tal. Seu sonho é se tornar a Imperatriz Mãe e para isso quer colocar Wang Yo no trono, ainda que o Príncipe Herdeiro seja outro, e para isso não poupa esforços e conluios. Ela também tem um passado rancoroso com seu filho Wang So, por quem não nutre sentimento maternal.

Embora Moon Lovers tenha tido muitas controvérsias em relação a baixa audiência dele na Coreia, o drama fez um sucesso enorme na China e em diversos países ao redor do mundo. Dizem por aí que o motivo de não ter feito sucesso na Coreia foi pela violência e sofrimento, que o povo coreano prefere histórias mais felizes.

 

 

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