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Game: Pit People

A Behemoth é uma das empresas indies de que mais gosto. Depois de jogar Battleblock Theater, eu me apaixonei pela forma comica da narrativa deles, aliás, é impossível não se apaixonar, é isso que faz dos jogos deles serem tão único.

Quando anunciaram Pit People, meu hype foi a mil, joguei o closed beta e comprei o jogo logo no beta também, não me importava se ainda não estava pronto. O que eu sabia daquele jogo até então era: teria o humor e os traços clássicos da empresa e uma jogabilidade tática de turno.

 Pit People é um jogo bem humorado, nele, você começa com um camponês que vive com seu filho em uma terra pós-apocalíptica. Após um breve combate, ele perde o filho e sai em busca de vingança. Tudo contado por um narrador que se intromete nas batalhas e fica comentando tudo o que você faz.

O jogo começa com uma animação, uma breve explicação do mundo que logo em seguida vai para o tutorial . Nele aprendemos os comandos, que são extremamente comuns em um jogo do gênero turno/estratégia.

É muito provável que você só vai entender como esse game é insanamente viciante quando puder ter a chance de jogá-lo.

Durante o beta os jogadores tiveram acesso apenas a parte do game. Seu contexto inicial, boa parte de suas mecânicas de combate, navegação, menus e as muitas formas de desfrutar e se jogar os vários modos do título. Abriu-se uma boa parte do conteúdo do game, ainda que sua campanha principal só se avançava até determinado ponto.

O game conta com um modo cooperativo online ou local, além de batalhas contra outros jogadores.

O mapa de batalha é separado por  hexágonos e cada um representa um movimento. Dependendo da arma , a distância para atacar o inimigo será diferente. Ou seja, com uma espada, você tem de estar do colado ao adversário; com um canhão, você pode estar a vários hexágonos de distância.

Encontramos os inimigos em um mapa que lembra RPGs clássicos. Nele, além de adversários, temos missões secundárias as quais seguem muito do humor da empresa. Por exemplo, na quest com nome de “Salve o bolinho do aniversário”, eu tive de derrotar uma gangue que cantava parabéns enquanto tentava comer o bolo falante.

A corda para recrutar é uma mecânica que vale ser citada. A melhor forma de explicar é: ela é tipo Pokémon. Com ela você consegue capturar qualquer inimigo para ter em sua equipe (com no máximo até 6), aumentando as possibilidades de estratégias.

Você pode ter um Muffin (sim, um bolinho) para curar o time, um robô para eletrocutar o adversário, a aranha para grudar seu inimigo e impedir ele de se mover por um turno. Talvez precise de alguém com escudo pra ficar na frente e impedir que as flechas atinjam os outros, mas também pode usar um troll cabeludo para puxar um inimigo pra você e equipar o personagem do escudo com uma espada dinamite que vai dar dano em área.

Outro ponto notável é que a trilha sonora contagia muito, com todo um clima de batalhas e festa quando se está na cidade que serve como um Hub (Quartel General) para o game. Todos os personagens falam, mas em ruídos e sons engraçados. E chega a ser impressionante o quão diferente um soa do outro, mesmo após horas e horas com vendo tantos personagens diferentes falando e conversando entre si.

O game tem uma maluquices excelentes no mapa por sinal, como o fato do urso espacial pegar a cidade principal do game, o Hub do jogador, e simplesmente mudar sua localidade no mapa. Isso muda tudo ao redor da área social do game. Novos caminhos, novos inimigos, e tudo no mapa é coberto por uma névoa, na qual o jogador não vê muito além de onde está indo ou andando.

Missões principais e secundárias são recrutadas nessa cidade principal, sendo que após isso cabe o jogador investigar o mapa principal e seguir a direção até o local, sendo que nunca se sabe se é longe ou próximo. Nesse meio tempo, outras missões e batalhas vão surgindo, de formas inesperadas.

E o game ainda tem um grau de dificuldade. Perder algum membro da equipe em batalha faz com que esse membro tenha que retornar para a cidade, deixando a sua equipe desfalcada pelo resto da missão. Isso significa que o jogador precisa ter cuidado, pois nunca é fácil saber o grau de dificuldade dos inimigos que você pode encontrar pelo caminho. As vezes é preferível fugir ou desviar dos inimigos do mapa, do que batalhar contra todos.

Nem tudo também se resume a batalhar e vencer. Existem missões onde no combate é preciso cumprir algum objetivo ou proteger um personagem. Em outras, como fortalezas, os jogadores precisam detonar portões, barracas que liberam infinitos inimigos por turnos e tomar para si canhões. Elementos assim dão novas dinâmicas e ritmo as partidas, que podem sim ser bem demoradas.

As áreas de batalhas também se provaram bem diversificadas nesse beta. Com obstáculos no meio do campo de batalha que obrigam o jogador a repensar estratégias. Afunilar o inimigos, atacar pelas laterais, onde se posicionar e quais personagens mexer?

 

 

 

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