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Gestão Horizontal x Gestão Vertical: quais as diferenças?

Gestão horizontal e gestão vertical são conceitos essenciais na administração de empresas, cuja compreensão pode ajudar a agregar melhores resultados para as organizações.

Ao entender o que são e quais as diferenças entre cada um dos modelos, é possível certificar-se de aplicar o que pode agregar melhores práticas, dependendo do segmento de atuação e das necessidades especiais de cada empreendimento.

A gestão empresarial é de extrema importância, porque significa a administração de pessoas e recursos na direção de objetivos específicos, que vão desde o sucesso financeiro até o reconhecimento no mercado.

 

Estrutura organizacional e gestão empresarial

 

O capital humano é o principal motor das empresas, independentemente do segmento de atuação.

A maneira como os profissionais são alocados dentro das organizações é chamada de estrutura organizacional, e se refere às divisões de setores, cargos e tarefas necessárias para as atividades empresariais.

A estrutura organizacional, geralmente, determina níveis hierárquicos e, até mesmo, a relação entre os líderes e liderados dentro das corporações.

Ela possibilita uma visão mais ampla sobre a distribuição de recursos e ações para as empresas atingirem seus objetivos estratégicos.

A definição de uma estrutura organizacional é de extrema importância, porque permite que as pessoas tenham clareza sobre os seus papéis, para que elas possam realizar as atividades em sintonia com o planejamento estratégico empresarial.

Isso é possível por meio da identificação de tarefas, organização de funções e determinação de responsabilidades, para que as empresas tenham uma atuação eficiente, por meio de profissionais que sabem exatamente quais são os seus papéis na corporação.

Quando ela é bem definida, a estrutura organizacional permite o estudo e implementação de medidas de desempenho aos colaboradores, compatíveis com os objetivos da empresa. Também ajuda na motivação e integração entre os funcionários.

Portanto, uma boa estrutura organizacional reflete na produtividade e na gestão empresarial.

Por sua vez, o termo gestão empresarial está mais ligado às atividades necessárias para o funcionamento de um negócio. O tipo de gestão é determinado pelos seguintes fatores:

 

  • Forma de distribuição da autoridade em departamentos e responsáveis;
  • Especificação das atividades e funcionários correspondentes;
  • Definição de um sistema de comunicação entre departamentos e hierarquias;
  • Graus de formalização e especialização dentro da empresa;
  • Formas de departamentalização, organizando funcionários.

 

Pode-se dizer que a gestão empresarial é o coração da empresa, de onde partem as decisões e todo o planejamento, envolvendo ações, estratégias, metas, etc.

Nesse sentido, uma administração qualificada é essencial para o sucesso de qualquer empresa, pois a forma como ela é organizada tem um grande impacto sobre o seu crescimento futuro e influência na cultura do empreendimento.

 

O que é gestão horizontal?

 

Na gestão horizontal, os trabalhadores não têm deveres claramente especificados, mas trabalham em equipe, assumindo as funções de acordo com as necessidades do momento.

De uma maneira geral, os colaboradores têm mais autonomia e trabalham de uma forma integrada com os gestores.

Outra possibilidade é o relato das atividades em uma loja de piso laminado, por exemplo, onde há vários supervisores, ao invés de apenas um.

Entretanto, nesse modelo, gerentes ou líderes de equipes, supervisores e os próprios colaboradores são, essencialmente, iguais em termos de poder na hierarquia da estrutura organizacional.

O modelo de gestão horizontal é mais comum nas empresas menores, especialmente no início, quando contam com poucos funcionários.

É comum em alguns segmentos, como em uma loja de MDF, para exemplificar, que conforme o negócio se desenvolva, surja a necessidade de mudar para a gestão vertical, alterando a organização.

Dentre os benefícios de adotar uma gestão horizontal nos negócios, é válido ressaltar:

 

  • Liderança flexível, promovendo liberdade, criatividade e soluções inovadoras;
  • Inclusão de diversos profissionais nas tomadas de decisões;
  • Organização do trabalho em grupos interdisciplinares e autônomos;
  • Comunicação horizontal entre departamentos;
  • Foco nos propósitos e maior proximidade com o consumidor final;
  • Equipes multifuncionais, otimizando força de trabalho;
  • Possibilidade de concentração em projetos de maior necessidade;
  • Ambiente menos formal e mais descontraído, gerando um clima agradável.

 

Por outro lado, uma desvantagem na gestão horizontal, é a facilidade com que alguns funcionários podem aproveitar o excesso de liberdade ou confundir o profissional e o pessoal.

Devido ao fato de que as funções não são bem definidas, também pode haver dificuldade em fazer com que alguns projetos saiam do papel. Isso é bastante negativo, porque pode gerar insegurança aos colaboradores.

Além disso, muitas pessoas têm dificuldades em compreender e valorizar o modelo da gestão horizontal, e exatamente por isso não conseguem aplicá-lo de maneira eficiente nos negócios.

 

O que é gestão vertical?

 

As organizações que adotam a gestão vertical são aquelas cuja estrutura de poder flui com uma hierarquia bem definida e o maior poder é da pessoa que está no topo do organograma da estrutura organizacional.

Nesse modelo de gestão, os funcionários de uma empresa de manutenção de ar condicionado,ou outros tipos de serviços, relatam suas atividades a um superior, que está diretamente acima deles na estrutura organizacional.

Na gestão vertical, cada profissional é responsável por uma área específica ou um conjunto de atividades.

Geralmente, esse é o modelo de gestão adotado pelas empresas de médio e grande porte, principalmente, para manter a organização e a harmonia entre os serviços.

Para se ter uma ideia, basta imaginar uma empresa de montagem industrial, em que a grande quantidade de funcionários e diversidade de atividades demanda uma organização mais tradicional, com hierarquia mais fixada e responsabilidades bem definidas.

As principais vantagens da gestão vertical são:

 

  • Maior consciência e senso de responsabilidade entre os funcionários;
  • Organização em departamentos, com regras de estrita ordem;
  • Circulação de informações de maneira verticalizada;
  • Menor incidência de atividades não cumpridas e confusões;
  • Maior sensação de segurança aos funcionários, com planejamento mais definido;
  • Processos de decisão mais centralizados, simples e rápidos.

 

Também é preciso ter em mente que uma fabrica de moveis planejados SP de grandes proporções terá suas decisões tomadas pelas pessoas com altos cargos na hierarquia empresarial.

Até, porque a autoridade é concentrada na presidência, diretoria e profissionais de supervisão.

Por isso, muitas vezes os colaboradores deixam de ter acesso às suas razões, limitados a sofrer algumas possíveis consequências.

Nesse modelo, o poder de gestão fica concentrado a um pequeno grupo de pessoas, diminuindo a participação e contribuição dos funcionários. Isso também pode acarretar em decisões imprecisas ou inadequadas.

Outra possibilidade, bastante observada em ambientes fabris, como o de uma fábrica de esmalte sintético, é o aumento da competição entre os colaboradores, com o desejo de subir de cargo, que pode comprometer a harmonia e o clima agradável.

 

Qual é o modelo mais adequado para a empresa?

 

Conhecer os pontos positivos e negativos dos modelos de gestão horizontal e gestão vertical já é um bom começo para entender o mais adequado para a empresa.

Entretanto, a verdade é que não há uma fórmula mágica. Cabe a cada empresário analisar a fundo o seu negócio, incluindo o desempenho nas atividades, agilidade nos processos, qualidade no atendimento aos clientes, entre outras questões.

Ao estudar a fundo o negócio e entender o andamento das atividades, é possível pesar os pontos positivos e negativos para chegar à melhor opção.

É válido ressaltar que, qualquer tipo de empresa, independentemente do segmento de atuação, como fornecedores de chapas de aço, por exemplo, podem adotar um ou outro modelo de gestão.

Entretanto, é preciso estudar as características da empresa, sua cultura interna, o perfil dos gestores e dos colaboradores, o atendimento ao cliente, entre outras questões.

Em empresas mais conservadoras ou de atividades mais tradicionais, pode ser mais difícil adotar o modelo horizontal, por exemplo, assim como naquelas que têm uma grande quantidade de funcionários.

Mas isso não significa que a implementação não daria certo ou seria inadequada ao negócio.

Paralelamente, em uma empresa de impermeabilização que conte com poucos funcionários, pode não ser necessário adotar uma hierarquia.

Além disso, a separação bem marcada das responsabilidades e atividades pode até ser contraproducente.

Outra questão é o fato de que não é necessário se limitar aos extremos do horizontal ou vertical. Muitas vezes o meio termo entre os modelos funcionam principalmente, nas empresas de médio porte.

Ao adotar parcialmente a horizontalidade, as corporações podem ter muitas vantagens, assumindo uma postura inovadora e valorizando funcionários proativos e independentes.

Da mesma maneira, aquelas empresas que funcionam bem em modelos tradicionais, podem continuar mantendo a segurança em suas atividades.

A conclusão é que a análise do perfil da empresa é de extrema importância para a implementação de uma nova gestão, para verificar se o empreendimento tem um espírito mais inovador ou se dá melhor com as relações convencionais de trabalho.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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